quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS ALDRY SUZUKI







Orações Subordinadas Substantivas




Primeiramente, temos que entender o porquê do nome: oração porque há verbo; subordinada porque exerce função sintática, estando, portanto, subordinada a outro verbo; substantiva porque a função que ela exerce é normalmente própria de um substantivo. O “outro verbo” fará parte da oração principal do período.

São seis as orações subordinadas substantivas, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa integrante (que,se), a não ser que estejam reduzidas; nesse caso, não haverá a conjunção integrante, e o verbo estará no infinitivo, no particípio ou no gerúndio. Vamos às orações:




A) Oração Subordinada Substantiva Subjetiva:

É a oração que funciona como sujeito da oração principal. Para encontrar o sujeito de qualquer verbo, deve-se perguntar a ele “Que é que...?”

Existem três estruturas de oração principal que se usam com subordinada substantiva subjetiva:

1)Verbo de ligação + predicativo + oração subordinada substantiva subjetiva.

Ex: É necessário que façamos nossos deveres.

Em que “É” é verbo de ligação,“necessário” funciona como predicativo do sujeito e “que façamos nossos deveres”, como oração subordinada substantiva subjetiva, pois, se perguntarmos ao verbo “ser” “Que é que é necessário?”, obteremos como resposta “que façamos nossos deveres”.

2) Verbos como convir, constar, parecer, importar, interessar, suceder, acontecer + oração subordinada substantiva subjetiva.

Ex: Convém que façamos nossos deveres.

Em que “Convém” tem como sujeito “que façamos nossos deveres", pois, se perguntarmos a ele “Que é que convém?”, obteremos como resposta “que façamos nossos deveres”.

3)Verbo na voz passiva + oração subordinada substantiva subjetiva.

Ex: Foi afirmado que você subornou o guarda.

Em que “Foi firmado” é locução verbal passiva que tem como sujeito “que você subornou o guarda”, pois se perguntarmos à locução verbal “Que é que foi afirmado?”, obteremos como resposta “que você subornou o guarda”.



B) Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta:

É a oração que funciona como objeto direto da oração principal. O objeto direto é o complemento do verbo transitivo direto. Constata-se que um verbo é transitivo direto, colocando-o no seguinte esquema:“Quem ...... , ....... algo”; o “algo” funcionará como objeto direto. Por exemplo, o verbo “comprar”: Quem compra, compra algo.


Ex:Todos desejamos que seu futuro seja brilhante.

Em que “desejar” é verbo transitivo direto, pois “quem deseja, deseja algo”.“Todos desejamos” o quê? Resposta:“que seu futuro seja brilhante”, portanto o nome da oração é subordinada substantiva objetiva direta.


C) Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta:

É a oração que funciona como objeto indireto da oração principal. O objeto indireto é o complemento do verbo transitivo indireto. Constata-se que um verbo é transitivo indireto, colocando-o no seguinte esquema:“Quem ...... , ....... + prep + algo”; o “algo” funcionará como objeto indireto. Por exemplo, o verbo “precisar”: Quem precisa, precisa de algo.

Ex:Lembro-me de que tu me amavas.

Em que “lembrar-se” é verbo transitivo indireto, pois quem se lembra, lembra-se de algo.“Lembro-me” de quê? Resposta:“de que tu me amavas”, portanto o nome da oração é subordinada substantiva objetiva indireta.


D) Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal:

É a oração que funciona como complemento nominal de um termo da oração principal, que será um substantivo abstrato, um adjetivo ou um advérbio. O complemento nominal é sempre antecedido de uma preposição, logo todas as orações subordinadas substantivas completivas nominais são iniciadas por preposição que provenha de substantivo abstrato, de adjetivo ou de advérbio.

Ex: Tenho necessidade de que me elogiem. Em que “necessidade” é substantivo abstrato que exige a preposição “de”, pois quem tem necessidade, tem necessidade de algo. A oração “de que me elogiem”, então, é subordinada substantiva completiva nominal.

Não se lembra do que é um subtantivo abstrato? É todo substantivo que indique prática de ação verrbal, existência de qualidade ou sentimentos e emoções. Por exemplo: o substantivo “amor” indica a ação de “amar"; o substantivo “beleza” indica a existência da qualidade “belo”;“saudade, dor, paixão” são sentimentos.





E) Oração Subordinada Substantiva Apositiva:

É a oração que funciona como aposto da oração principal. Em geral vem após dois pontos ou, mais raramente, entre vírgulas e explica o sentido da oração principal que deve estar completa sintaticamente.

Ex:Todos querem o mesmo destino:que atinjamos a felicidade.

A oração “que atinjamos a felicidade” está após dois pontos e explica o sentido da oração principal qual o destino que todos querem? Resposta: atingir a felicidade. É, portanto, oração subordinada substantiva apositiva.


F) Oração Subordinada Substantiva Predicativa:

É a oração que funciona como predicativo do sujeito da oração principal. Sempre surgirá com a seguinte estrutura:(sujeito) + VL + oração subordinada substantiva predicativa.

Ex: A verdade é que nunca nos satisfazemos com nossas posses.

Em que “a verdade” funciona como sujeito do verbo “ser” e a oração “que nunca nos satisfazemos com nossas posse”, como subordinada substantiva predicativa.

*Nota: As orações subordinadas substantivas podem vir introduzidas por outras palavras, como, por exemplos:


Pronomes interrogativos (quem, que, qual...)
     -  Advérbios interrogativos (onde, como, quando...)
- Por exemplo:
Perguntou-se quando ele chegaria.
Não sei onde coloquei minha carteira.
Bom estudo e maravilhosa memorização, com carinho
Prof Dr Master Reikiana
Aldry Suzuki

Oração subordinada adverbial - ALDRY SUZUKI





Oração subordinada adverbial


Uma oração é considerada subordinada adverbial quando se encaixa na oração principal, funcionando como adjunto adverbial. São introduzidas pelas conjunções subordinativas e classificadas de acordo com as circunstâncias que exprimem.


Podem ser: causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, proporcionais e temporais.

- causais: indicam a causa da ação   expressa na oração principal.



As conjunções causais são: porque, visto que, como, uma vez que, posto que, etc.


Ex: A cidade foi alagada porque o rio transbordou.




- consecutivas: indicam uma 

consequência do fato referido na 

oração principal.


As conjunções consecutivas são: que (precedido de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que, etc.

Ex: A carro custava tão cara que ela desistiu da compra.


- condicionais: expressam uma circunstância de condição com relação ao predicado da oração principal.
 As conjunções condicionais são: se, caso, desde que, contanto que, sem que, etc.

Ex: Deixe um recado se você não me encontrar em casa.









- concessivas: indicam um fato 


contrário ao referido na oração 

principal.





 As conjunções concessivas são: 

embora, a menos que, se bem que, 

ainda que, conquanto que, etc.


Ex: Embora tudo tenha sido cuidadosamente planejado, ocorreram vários imprevistos.













- conformativas: indicam 

conformidade em relação à ação 

expressa pelo verbo da oração principal.


As conjunções conformativas são: conforme, consoante, como, segundo, etc.

Ex: Tudo ocorreu como estava previsto, muita paz e luz.





- comparativas: são aquelas que expressam uma comparação com um dos termos da oração principal.


As conjunções comparativas são: como, que, do que, etc.



Ex: Ele tem estudado como um obstinado (estuda).

- finais: exprimem a intenção, o 

objetivo do que se declara na oração 

principal.


As conjunções finais são: para que, a fim de que, que, porque, etc.



Ex: Sentei-me na primeira fila, a fim de que pudesse ouvir melhor.









- temporais: demarca em que tempo 

ocorreu o processo expresso pelo verbo 

da oração principal.


 As conjunções temporais são: quando, enquanto, logo que, assim que, depois que, antes que, desde que, ...



Ex: Eu me sinto segura assim que fecho a porta da minha casa.








- proporcionais: expressam uma  ideia 


de proporcionalidade relativamente ao 

fato referido na oração principal.


 As conjunções proporcionais são: à medida que, à proporção que, quanto mais...tanto mais, quanto mais...tanto menos, etc.


Ex: Quanto mais trabalho, tanto mais 

vontade tenho de trabalhar. 












Algumas orações subordinadas adverbiais podem apresentar-se na forma reduzida, com o verbo no infinitivo, no gerúndio  ou no particípio.



São:

-causais: Impedido de entrar, ficou ansioso.
- concessivas: Ministrou duas aulas, mesmo estando doente.
- condicionais: Não faça o exercício sem reler a proposta.
- consecutivas: Não podia olhar a foto sem chorar.
- finais: Vestiu-se de preto para chamar a minha atenção.
- temporais: Terminando a leitura, passe-me o texto.
Bom estudo e uma maravilhosa aprendizagem
com carinho
Prof Dr Master Reikiana Aldry Suzuki






Período composto por coordenação - ALDRY SUZUKI



Período composto por coordenação


Períodos compostos por coordenação são os períodos que , possuindo duas ou mais orações , apresentam orações coordenadas entre si. 

Cada oração coordenada possui autonomia de sentido em relação às outras, e nenhuma delas funciona como termo da outra.


As orações coordenadas, apesar de sua autonomia em relação às outras, complementam mutuamente seus sentidos. 

A conexão entre as orações coordenadas podem ou não ser realizadas através de conjunções coordenativas. Sendo vinculadas por conectivos ou conjunções coordenativas, as orações são coordenadas sindéticas. Não apresentando conjunções coordenativas, as orações são chamadas orações coordenadas assindéticas.


Orações Coordenadas Assindéticas











São as orações não iniciadas por conjunção coordenativa.


Ex. Amo, sinto, vivo. (Aldry Suzuki )




Orações Coordenadas Sindéticas


São cinco as orações coordenadas, que são iniciadas por uma conjunção coordenativa.


A) Aditiva: Exprime uma relação de soma, de adição.


Conjunções: e, nem, mas também, mas ainda.


Ex. Não só amava a escola, mas também
 amava  os colegas.


B) Adversativa: exprime uma ideia contrária à da outra oração , uma oposição.


Conjunções: mas, porém, todavia, no entanto, entretanto, contudo.


Ex. Sempre foi muito estudioso, no entanto não
 se adaptava à nova escola.











C) Alternativa: Exprime ideia de opção, de escolha, de alternância.


Conjunções: ou, ou...ou, ora... ora, quer...
 quer.


 Ex. Estude , ou não sairá nesse sábado.










D) Conclusiva: Exprime uma conclusão da ideia contida na outra
oração.



Conjunções: logo, portanto, por isso, por conseguinte,  pois -
após o verbo ou entre vírgulas.


Ex. Estudou como nunca fizera antes, por isso
 conseguiu a aprovação.










E) Explicativa: Exprime uma explicação.


Conjunções: porque, que, pois - antes do
 verbo.


Ex. Conseguiu a aprovação, pois estudou como
 nunca fizera.


 Bom estudo, com carinho Prof Dr Master Reikiana Aldry Suzuki

OS TEMPOS DO INDICATIVOS - ALDRY SUZUKI


OS TEMPOS DO INDICATIVOS

Primeiramente, vamos lembrar o significado do
 que quer dizer “modo indicativo”: é quando o
falante tem a certeza de sua atitude; o fato é
 ou será uma realidade.

O modo indicativo tem divisões e subdivisões
nos casos do pretérito e do futuro.

Observe:

• Presente

• Pretérito: perfeito, imperfeito, mais-que-
perfeito.

• Futuro: do presente, do pretérito.


Quando e como utilizar cada um dos tempos
verbais do indicativo?

 Vejamos a seguir a maneira de usá-los,
separadamente:


O MODO INDICATIVO PRESENTE COMO SE
EXPRESSA:


• Um fato que ocorre no momento em que se
fala:

 A campainha toca demais.

• Um fato passado, mas que reflete um
presente histórico:

Rachel de Queiroz falece aos 4 de novembro de
2003, aos 90 anos.

• Uma ação habitual:

Ando dois quilômetros todos os dias.

• Uma verdade universal:

 A terra é redonda.

• Fatos futuros, porém não muito:

Ligo para você, assim que chegar em casa.

• Com valor imperativo, uma ordem, pedido:

Façam oração de paz para iluminar o mundo!


O MODO INDICATIVO PRETÉRITO EXPRESSA:

Pretérito perfeito:


• Um fato concluído:

 Comprei uma bicicleta.

• Uma ação que se prolonga até o momento
presente (forma composta):

 Tenho trabalhado até tarde.



Pretérito imperfeito:


• Um fato contínuo, habitual, permanente:

 Ela comprava além do necessário.

• Um fato passado que tem imprecisão quanto
ao tempo:

 Era uma vez uma menina que morava no alto
da colina.

• Uma ação que acontece em relação a um fato
passado:

 Eu dormia quando você entrou pela porta e me
acordou.


Pretérito mais-que-perfeito:


• Uma ação passada ocorrida anterior a outra
também no passado:

Ele já realizara (tinha realizado) a prova quando
 você chegou para buscá-lo.

• Um desejo:

 Quem me dera poder voar!


O MODO INDICATIVO FUTURO EXPRESSA:


Futuro do presente:


• Um fato futuro que poderá ocorrer posterior
ao momento da fala:

Amanhã, visitarei meu amor.

• Dúvida a respeito de um fato presente:

 Ele terá uma surpresa boa esta manhã? Sim.


Futuro do pretérito:


• Um fato futuro em relação a uma ação
passada:

 Eu poderia emprestar dinheiro se não tivesse
gastado.

• Uma ação futura, porém duvidosa:

Seria realmente necessário ter guerras?

• Fato presente:

Daria para você fechar a porta porque estou
tentando postar no blog e está frio!

MODO IMPERATIVO: indica ordem, conselho, pedido, o fato verbal pode expressar  negação ou afirmação. São , portanto , duas as formas do imperativo:

- imperativo negativo: Não falem alto.

- imperativo afirmativo: Falem mais alto.

IMPERATIVO NEGATIVO

É formado do presente do subjuntivo.



1 conjugação

Cant-ar

2 conjugação

Vend-er

3 conjugação

Part-ir

Não cant-es

Não cant-e

Não cant-emos

Não cant-eis

Não cant-em

Não vend-as

Não vend-a

Não vend-amos

Não vend-ais

Não vend-am

Não part-as

Não part-a

Não part-amos

Não part-ais

Não part-am


IMPERATIVO AFIRMATIVO

Também é formado do presente do subjuntivo, com exceção da segunda pessoa do singular e da segunda pessoa do plural, que são retiradas do presente do indicativo sem o S.





1 conjugação

Cant-ar

2 conjugação

Vend-er

3 conjugação

Part-ir

Cant-a

Cant-e

Cant-emos

Cant-ai

Cant-em

Vend-e

Vend-a

Vend-amos

Vend-ei

Vend-am

Part-e

Part-a

Part-amos

Part-i

Part-am

Obs: o imperativo não possui a primeira pessoa do singular, pois não se prevê a ordem, o pedido, ou o conselho a si mesmo.

Bom estudo , com carinho

Prof Dr Master Reikiana

Aldry Suzuki