domingo, 28 de outubro de 2012

Charles Chaplin - Tempos Modernos ALDRY SUZUKI




Charles Chaplin  - Tempos Modernos

Trata-se do último filme mudo de Chaplin, que focaliza a vida urbana nos Estados Unidos nos anos 30, imediatamente após a crise de 1929, quando a depressão atingiu toda sociedade norte-americana, levando grande parte da população ao desemprego e à fome.









A figura central do filme é Carlitos, o personagem clássico de Chaplin, que ao conseguir emprego numa grande indústria, transforma-se em líder grevista conhecendo uma jovem, por quem se apaixona. O filme focaliza a vida do na sociedade industrial caracterizada pela produção com base no sistema de linha de montagem e especialização do trabalho. É uma crítica à "modernidade" e ao capitalismo representado pelo modelo de industrialização, onde o operário é engolido pelo poder do capital e perseguido por suas idéias "subversivas".





Em sua Segunda parte o filme trata das desigualdades entre a vida dos pobres e das camadas mais abastadas, sem representar contudo, diferenças nas perspectivas de vida de cada grupo. Mostra ainda que a mesma sociedade capitalista que explora o proletariado, alimenta todo conforto e diversão para burguesia. Cenas como a que Carlitos e a menina órfã conversam no jardim de uma casa, ou aquela em que Carlitos e sua namorada encontram-se numa loja de departamento, ilustram bem essas questões.








Se inicialmente o lançamento do filme chegou a dar prejuízo, mais tarde tornou-se um clássico na história do cinema. 

Chegou a ser proibido na Alemanha de Hilter e na Itália de Mussolini por ser considerado "socialista". 

Aliás, nesse aspecto Chaplin foi boicotado também em seu próprio país na época do "macartismo".









Juntamente com O Garoto e O Grande Ditador, Tempos Modernos está entre os filmes mais conhecidos do ator e diretor Charles Chaplin, sendo considerado um marco na história do cinema.




Beijinhos meus lindos e um maravilhoso estudo à todos com carinho
Prof Dr Master Reikiana
Aldry Suzuki


Grande Sertão: Veredas/Guimarães Rosa ALDRY SUZUKI





Grande Sertão: Veredas/  Guimarães Rosa



Riobaldo, ou Taturana, Urutu-Branco é o narrador-protagonista do romance. 

Morador às margens do São Francisco, conta sua trajetória de vida com acentos e jeitos sertanejos – uma inusitada invenção de linguagem, a um interlocutor que nunca se pronuncia, a quem ele chama “Senhor” ou “Moço”. 

Em sua narrativa, intérprete dos segredos das veredas, Riobaldo tece a história de sua vida – um discurso de descoberta e autoconhecimento: revelando o sertão-mundo, revela-se a si próprio, como se dissesse “o sertão sou eu” para reconhecer-se. 


Nessa perigosa travessia, Riobaldo confronta as forças do bem e do mal, retoma, num fluxo de memória, o fio de sua vida e narra as grandes lutas dos bandos de jagunços, descreve os feitos e características de diversos personagens, revelando os códigos de honra e de procedimentos do sertão.


Ex-jagunço de um bando dos “sertões das gerais” (sul da Bahia, norte de Minas Gerais e norte e nordeste de Goiás), Riobaldo assume a liderança do bando com a morte de Joca Ramiro, seu chefe, assassinato por Hermógenes, líder de um grupo rival. 

Riobaldo tenciona vingar a morte de Joca Ramiro, para ele uma questão de honra. 

Nessa intenção tenta um pacto com o demônio, para obter proteção e força na vida de jagunço.
Uma das angústias de Riobaldo era sobre a existência do “Diabo”, e se verdadeira a sua condição de pactuário. 

Ao final da narrativa está certo que não: “Nonada. 

O diabo não há! É o que eu digo, se for... Existe é homem humano.”


No meio de sua travessia, surge a enigmática amizade e afeição por um companheiro de pelejas, com quem dialogava todo o tempo. Ficam amigos e confidentes. 

Diadorim é Reinaldo, filho do grande chefe Joca Ramiro, traído por Hermógenes.
Diadorim era sério, “não se fornecia com mulher nenhuma”. 

Destemido, calado, de feições finas e delicadas, impressionava Riobaldo e exercia sobre ele grande fascínio: “Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. 

Digo o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. 

Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego”.
Diadorim tinha como objetivo vingar a morte do pai e consegue, após muitas lutas e andanças. 

Em sangrento duelo, mata Hermógenes, mas é ferido mortalmente. 

Ao receber a notícia da morte do amigo, Riobaldo é tomado por dor intensa e, em desespero, estarrecido, exclama: “Meu amor”, diante do corpo desnudo a revelar o grande segredo do companheiro.




Após o trágico fim de Diadorim, Riobaldo desiste da vida de jagunço e adota um comportamento de devoção espiritual, orientado pelo seu compadre Quelemém. 

Casa-se com Otacília e torna-se proprietário, ao receber duas fazendas de herança.

Bom estudo meu amores!!

com carinho Prof Dr Master Reikiana

Aldry Suzuki

 

Ao escrever: Estilo Individual e Estilo da época- CANTINHO BRASILEIRO ALDRY SUZUKI



AO ESCREVER :
ESTILO INDIVIDUAL E ESTILO DA ÉPOCA

ESTILO INDIVIDUAL – ESTILO DA ÉPOCA
Conceito
É Através da arte que o homem recria o mundo, os seres e os valores. 

É também através  da arte que o homem recria a linguagem. Cada escritor possui uma maneira de pensar , um modo próprio de ver as coisas e de recriar o mundo. 

Logo, cada escritor tem uma forma própria de trabalhar com a linguagem, incluindo nisso a preferência por escrever em prosa, prosa poética ou em verso.
Estilo individual é a maneira muito particular de cada escritor ver o mundo e de organizar sua linguagem para poder traduzir sua visão.
Quando se estuda o estilo de um escritor, é necessário analisar a linguagem: os recursos semânticos, sintáticos e fonéticos utilizados na obra para melhor desenvolver e expressar sua mensagem.


   O escritor faz parte de um mundo social, cultural e histórico. A sua visão do mundo real está intimamente relacionada à época em que vive. Para recriar o mundo, ele evidentemente sofre todas essas influências.


    Cada escritor tem seu estilo individual, mas a época que o formou poderá oferecer-lhe, e a outros seus contemporâneos, o que chamamos de estilo de época.
Estilo da época é a maneira de ver e de expressar o mundo, refletindo características próprias de uma época histórica.
Se o escritor viveu em um período muito religioso, certamente isso estará refletido em sua obra, seja pela tendência religiosa ou anti-religiosa, por  uma linguagem mais pessoal e subjetiva. 

Se viveu em um período em que as ciências físicas, biológicas e sociais estavam em evidente progresso, certamente isso influênciará sua visão sobre o homem e a vida. 

A visão mais objetiva da vida exigirá uma linguagem mais objetiva, mais precisa.


Por essa razão, ao estudar estilos de época, é possível perceber que, em função dos valores culturais do período em que viveu, o escritor foi desenvolvendo mais, ou menos, um tipo de literatura: por exemplo, a preferência pela poesia na época do Arcadismo ou no Parnasianismo.


   Portanto, a leitura e a melhor compreensão de uma obra fazem com que o leitor procure reconhecer e identificar as características próprias do estilo individual e as típicas do estilo de época.


Prosa: "Prosa" é uma palavra de duplo sentido, pois pode designar uma forma (um texto escrito sem divisões rítmicas intencionais / alheias à sintaxe, e sem grandes preocupações com ritmo, métrica, rimas, aliterações e outros elementos sonoros), e pode designar também um tipo de conteúdo (um texto cuja função linguística predominante não é a poética, como por exemplo, um livro técnico, um romance, uma lei, ...). Na acepção relativa à forma, "prosa" contrapõe-se a "verso"; na acepção relativa ao conteúdo, "prosa" contrapõe-se a "poesia".



Prosa poética: é geralmente associado aos simbolistas franceses, entre os quais Baudelaire e Mallarmé; no Brasil esse início também está associado aos simbolistas, principalmente ao Poeta Negro: o grande Cruz e Sousa, que tem cinco obras em prosa poética: Tropos e Fantasias (1893); Missal (1893); Evocações (1898); Outras Evocações (obra póstuma) e Dispersos (obra póstuma).



A prosa subdivide-se em três subgêneros especificadores: o romance, o conto e a novela.



O romance é um tipo de história onde há um conflito principal, prolongado com conflitos secundários, vindos dos painéis de época, das divagações filosóficas, da observação dos costumes e hábitos.



O conto é um tipo de história mais curta, construído geralmente com um único conflito, com poucas personagens.



A novela também é um tipo de história curta, que pode apresentar um ou mais conflitos (normalmente de tamanho intermediário entre o conto e o romance, com a particularidade de a novela ter um andamento mais episódico, dando a impressão de capítulos separados. 

Nos três gêneros acima citados, vale salientar que há dois tipos de personagens as planas que não se alteram e as redondas que se alteram. 

Vale destacar que, em relação a estrutura temos dois tipos de texto: Poesia e Prosa. 

Poesia, arte que enaltece o rigor da métrica perfeita, rima rigorosa, vocábulo impecável. Resgate dos valores classicistas. 

Prosa, arte de discurso contínuo, organizado em períodos e parágrafos.


Verso: cada uma das linhas constituídas em um poema



Maravilhoso estudo lindos, com carinho Prof Dr Master Reikiana Aldry Suzuki

CYRANO DE BERGERAC - EDMUND ROSTAND/ Cantinho Brasileiro ALDRY SUZUKI






CYRANO DE BERGERAC  - EDMUND ROSTAND
Cantinho Brasileiro
Sétimo ano / Terceiro Bimestre
Um apaixonado poeta. Um perspicaz dramaturgo. Um exímio espadachim. Um bravo soldado. Um grande filósofo. Um profundo estudioso da Física, Matemática e Astronomia.
Gênio nas artes e nas ciências, Cyrano Savinien Herculés du Bergerac, ou apenas Cyrano de Bergerac, possui qualidades incomuns, porém, a feiúra as encobre, como uma somba sinistra. O nariz avantajado é o motivo de sua frustração.
 Na França do século XVII, sofre por amar intensamente sua prima, Roxane, jovem, bela, emotiva.
Cyrano de Bergerac, sentindo-se ofendido por um ator medícore, que galanteara Roxane, impede-o de representar sob o pretexto de que era medíocre, e é desafiado a um duelo por um nobre.





 Enquanto castiga o nobre com a espada, compõe uma balada, ferindo-o no último verso. 

Após, recebe uma mensagem de Roxanne, que queria encontrá-lo. 

Supondo que a prima fosse declarar-se enamorada, enche-se de ânimo e, imbatível, ajuda o amigo Ragueneau, poeta, dramaturgo e pasteleiro, que seria morto naquela noite, vencendo nada menos que cem homens, matando cerca de oito.


Durante o encontro com Roxane, na pastelaria de Ragueneau, recebe um notícia entristecedora. 


Sua prima amava o jovem cadete do regimento do Capitão Carbon de Castel-Jaloux, Barão Bernard Christian du Neuvillete.
Como Cyrano era veterano no regimento, Roxane pede-lhe que proteja Christian. Desolado, aceita. 

Estava certo que o nariz longo jamais permitiria que tivesse o amor de Roxanne.


Cyrano é ofendido por um jovem cadete e o desafia a um duelo. 


Mas descobre a tempo que é Christian e, para estranhamento dos companheiros, não o fere; antes, o protege. 

O jovem desculpa-se quando descobre que Cyrano é primo de Roxane e confessa amá-la, mas era ignorante de espírito, não conseguia expressar-se poeticamente.




Os dois tornam-se amigos e confidentes, e Cyrano decide ajudá-lo, escrevendo cartas e poemas a Roxane, que apaixona-se cada vez mais, encantada com as belíssimas palavras .
Uma das cenas mais tocantes é quando Christian, sob a sacada de Roxane, diz palavras que são sopradas por Cyrano, a poucos metros de distância. 


Como Christian não conseguia ouvir direito, o próprio Cyrano derrama-se em palavras de amor, confessando o que julgava ser inconfessável. 

Mas Roxane achava que era Christian e, encantada, o recebe em seu quarto. Cyrano vai embora, arrasado.


Cyrano ainda ajuda Christian e Roxane a casarem-se às escondidas, mas Christian é enviado a uma batalha para morrer, pois um dos mandatários do país intencionava casar-se com Roxane.








Cyrano vai com Christian, para protegê-lo, escrevendo uma carta por dia a Roxane, em nome de Christian. 

Chora, manchando uma das cartas com a lágrima do sofrimento pelo desamor. Christian descobre que Cyrano amava Roxane e o estimula a declarar-se a ela, para que pudesse escolher entre os dois e é ferido de morte. 

Mas Cyrano não se declara a Roxane, respeitando o amor que sentia por Christian, ainda que ela amasse a alma de Cyrano, nas cartas que julgava ser de Christian.


Roxane guarda luto permanente por Christian e refugia-se num convento. 

Depois de catorze anos de visitas diárias a Roxane, ele chega ferido.






Nunca rendera-se a bajulações, sempre fora crítico. Uma das críticas publicadas, rendeu-lhe um atentado vingativo. 

Ferido, quase morto, foi visitar seu amor e levar as notícias de fora, como de costume.



Inesperadamente, pediu a Roxane para ler a última carta de Christian, que ela carregava consigo, num escapulário. 

Ele, fraco, debilitado, iniciou a leitura e, traindo-se, deixou à mostra o mesmo timbre de voz da sacada, a mesma emoção, o mesmo amor. 

Roxane, às lágrimas, teve certeza de que ele era o autor da carta, aquele que a embevecera sob a sacada. 

Disse amá-lo, sempre o amara, a alma das cartas era sua. 

Mas Cyrano, àquela altura caído, ainda conseguiu dizer-lhe que era tarde. E morreu.






Bom estudo meus lindos.. com carinho
Prof Dr Master Reikiana
Aldry Suzuki
bjs

As Viagens de Gulliver Jonathan Swift/ CANTINHO BRASILEIRO ALDRY SUZUKI




As Viagens de Gulliver  Jonathan Swift
Primeiro Bimestre - sétimo ano / CANTINHO BRASILEIRO

Lemuel Gulliver, um médico-cirurgião, fala ao leitor e explica que ele irá narrar suas experiências no mar. Ele relembra sua juventude, sua educação e seu casamento com a sra. Mary Burton, e suas razões para contar essas histórias. Na verdade, é apenas uma maneira de registrar suas lembranças, nada mais. Na sua primeira viagem, ele enfrentou uma terrível tempestade, que fez com que ele fosse lançado ao mar agarrado em um pedaço de madeira. Após uma noite inteira nadando, ele chega a uma ilha e adormece na praia. No dia seguinte, ao acordar, ele descobre que está preso ao chão por inúmeras cordas e vê centenas de homenzinhos minúsculos ao seu redor. Eles dizem que Gulliver está num país chamado Lilipute. Como eles jamais tinham visto um gigante como ele, concluíram que ele podia ser perigoso e o amarraram por precaução. Depois de muita conversa, Gulliver é libertado e conduzido até a capital, onde ele lentamente se adapta à vida naquele país, com inúmeras dificuldades quanto à alimentação e alojamento.

Meses mais tarde, Gulliver descobre que Lilipute está em guerra há muito tempo com um país vizinho chamado Blefuscu, por um motivo banal: em Lilipute quebram-se os ovos pela parte mais fina da casca, enquanto em Blefuscu os ovos são quebrados pela parte mais grossa. Um dia, quando Blefuscu ataca Lilipute, Gulliver captura os navios de Blefuscu e impede o ataque. Embora os liliputianos peçam a ele para destruir as forças de Blefuscu, Gulliver se nega e obriga os dois países a assinar um tratado de paz honroso para ambos, sendo condecorado pelo imperador de Lilipute por isso. Depois de alguns anos vivendo em Lilipute, Gulliver é obrigado a deixar o país, pois ele é informado que o governo está pensando em prendê-lo por traição, já que ele mantém boas relações com pessoas mal vistas na corte e com membros do governo blefuscuniano. Gulliver parte para Blefuscu, onde é bem recebido. Lá, ele constrói um barco e consegue retornar à Inglaterra.

Pouco tempo depois de reencontrar sua família, Gulliver parte em viagem novamente. Desta vez, seu navio naufraga e ele chega até a terra de Brobdingnag, que é o oposto de Lilipute. Lá, ele é o homenzinho, pois todos são gigantes para ele. Tendo uma visão microscópica da humanidade, Gulliver descobre a natureza grotesca das pessoas, tanto espiritualmente quanto fisicamente. Ele é capturado pelos gigantes e passa a viver em uma espécie de casa de bonecas de madeira, feita especialmente para ele. Embora ele seja amado por sua dona, Glumdalclitch, e seja apreciado pelo rei e pela rainha de Brobdingnag, a quem foi exibido durante sua viagem pelo reino, Gulliver sente falta de pessoas do seu próprio tamanho. Além disso, ele teme por sua vida, pois ele está exposto constantemente a perigos inesperados devido ao seu tamanho, como, por exemplo, ser confundido com um rato por um cachorro faminto. Enquanto ele planeja maneiras de escapar, um grande pássaro apanha inesperadamente sua casa e a leva nas patas por uma longa distância pelo mar, até que se cansa e a deixa cair na água. Gulliver flutua à deriva por dias até que é resgatado por um navio inglês. No início, ninguém acredita nele, embora ele fale sempre aos gritos para ser ouvido e tenha o hábito de olhar para cima ao falar com as pessoas. No entanto, depois de mostrar alguns objetos gigantescos que ele trouxe dentro da casa, eles passam a acreditar na sua história e ficam impressionados com suas aventuras.

Gulliver volta para sua casa e, alguns meses mais tarde, decide voltar a viajar, para grande irritação da sua família. Em alto mar, seu navio é capturado por piratas. Gulliver consegue escapar até uma terra desconhecida. Mal ele desembarca, é preso pelos cidadãos do país, que se chama Balnibari. Sem saber o que fazer com ele, decidem enviá-lo para a sede do governo, que fica numa estranha ilha voadora, chamada Laputa. Os laputanos governam seu mundo através da matemática e da ciência, mas não conseguem aplicá-las ao bem-estar das pessoas. Todos andam com roupas mal cortadas e costuradas, embora sejam formadas por figuras geométricas e musicais. Além disso, ficam tão concentrados em devaneios matemáticos que se esquecem de tudo o mais, tendo que ser acompanhados por criados com pequenos chocalhos, que são usados para bater levemente em seus patrões e lembrá-los de falar ou comer. Gulliver rapidamente se cansa desse povo e retorna para Balnibari. Ele visita a cidade de Lagado e sua Academia, onde cientistas pesquisam assuntos absurdos, como extrair raios de sol de pepinos ou produzir comida a partir de excrementos humanos. Ele também visita Glubbdubbdrib, onde os espíritos são regularmente consultados. Gulliver conversa com os fantasmas de figuras históricas, tais como Alexandre, o Grande e Júlio César, e descobre que suas vidas também tiveram uma grande dose de sofrimento e dificuldades. Por fim, ele visita a cidade de Luggnagg, onde vivem os Struldbruggs, uma raça de pessoas imortais. Conversando com eles, Gulliver descobre que a imortalidade não é tão desejável quanto parece, pois ela traz vários problemas, como a falta de memória, a mesquinharia e o tédio. Após tantas desilusões, Gulliver deixa Balnibari e retorna para casa.

Muito tempo depois, Gulliver parte para sua última viagem. Dessa vez, seus próprios companheiros de viagem se voltam contra ele, o agridem e o abandonam num bote em águas desconhecidas. Eventualmente, ele chega até terra, onde não vê nada além de pegadas de alguns humanos, vacas e muitos cavalos. Ele encontra os Houyhnhnms e os Yahoos. Os Houyhnhnms são idênticos a cavalos e são a raça governante daquela terra. Já os Yahoos se parecem muito com seres humanos, e, embora vivam como criados dos cavalos, são brutos, sujos, agressivos e perigosos.

Os Houyhnhnms vêem Gulliver como apenas outro pérfido Yahoo, até que um deles acha Gulliver diferente, o toma sob sua tutela e procura aprender sobre sua cultura. Este mestre cavalo se afeiçoa a Gulliver, tornando-se seu amigo. Gulliver, por sua vez, tenta aprender tudo o que pode sobre essa maravilhosa cultura. Ele começa a desprezar a raça humana e a admirar a cultura dos Houyhnhnm, que valoriza a razão e o respeito à verdade. No entanto, a Assembléia dos Houyhnhnm logo decide expulsar Gulliver do país, pois ele é muito parecido com um Yahoo para continuar a viver como um Houyhnhnm. Gulliver fica profundamente triste, mas ele respeita as leis e regulamentos do país e se conforma com a decisão. Com a ajuda do seu mestre, ele constrói um barco e retorna à Inglaterra, depois de viver quatro anos com os Houyhnhnms.

Sua família já o tinha dado como morto e fica chocada ao vê-lo. Gulliver tinha adquirido os modos de um cavalo e acha todos os seres humanos detestáveis, especialmente sua família. O tempo que ele passou com os Houyhnhnms alterou sua perspectiva da sociedade para sempre, fazendo sua vida infeliz na Europa. Ele eventualmente se acostuma novamente à vida na Inglaterra, mas compra dois cavalos para mantê-los como companhia. Ele fala com eles quatro horas por dia daí em diante, e escreve sobre suas experiências e explorações pelo mundo.

Além de fazer uma sátira a toda a raça humana, o autor deste romance dá-nos a conhecer as sociedades inglesa e francesa da época e crítica os aristocratas ingleses e ainda a Royal Society e a administração inglesa na Irlanda. Depois do navio a bordo do qual se encontrava ter naufragado, Gulliver foi arrastado para uma ilha cujos habitantes, os liliputianos, eram extremamente pequenos e entravam em guerra pelos motivos mais insignificantes. Em seguida Gulliver conheceu Brobdingnag, uma terra habitada por gananciosos gigantes. Gulliver seguiu viagem por outros países e, por fim, encontrou uma raça de cavalos muito inteligentes, os Houyhnhm, que receavam que os Yahoo, uma raça imperfeita de humanos, se tornassem cultos. Ao regressar a Inglaterra Gulliver vai compartilhar todo o que aprendeu com os Houyhnhm.

BOM ESTUDO MEUS AMORES..
Com carinho Prof Dr Master Reikiana
Aldry Suzuki

TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA – Lima Barreto/ Cantinho Brasileiro ALDRY SUZUKI


TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA –
Resumo -Lima Barreto
Cantinho Brasileiro - Terceiro Bimestre / Segundo Ano !!
O funcionário público Policarpo Quaresma, nacionalista e patriota extremado, é conhecido por todos como major Quaresma, no Arsenal de Guerra, onde exerce a função de subsecretário. Sem muitos amigos, vive isolado com sua irmã Dona Adelaide, mantendo os mesmos hábitos há trinta anos. Seu fanatismo patriótico se reflete nos autores nacionais de sua vasta biblioteca e no modo de ver o Brasil. Para ele, tudo do país é superior, chegando até mesmo a "amputar alguns quilômetros ao Nilo" apenas para destacar a grandiosidade do Amazonas. Por isso, em casa ou na repartição, é sempre incompreendido.



Esse patriotismo leva-o a valorizar o violão, instrumento marginalizado na época, visto como sinônimo de malandragem. Atribuindo-lhe valores nacionais, decide aprender a tocá-lo com o professor Ricardo Coração dos Outros. 

Em busca de modinhas do folclore brasileiro, para a festa do general Albernaz, seu vizinho, lê tudo sobre o assunto, descobrindo, com grande decepção, que um bom número de nossas tradições e canções vinha do estrangeiro. 

Sem desanimar, decide estudar algo tipicamente nacional: os costumes tupinambás. Alguns dias depois, o compadre, Vicente Coleoni, e a afilhada, Dona Olga, são recebidos no melhor estilo Tupinambá: com choros, berros e descabelamentos. Abandonando o violão, o major volta-se para o maracá e a inúbia, instrumentos indígenas tipicamente nacionais.


Ainda nessa esteira nacionalista, propõe, em documento enviado ao Congresso Nacional, a substituição do português pelo tupi-guarani, a verdadeira língua do Brasil. Por isso, torna-se objeto de ridicularizarão, escárnio e ironia. 

Um ofício em tupi, enviado ao Ministro da Guerra, por engano, levá-o à suspensão e como suas manias sugerem um claro desvio comportamental, é aposentado por invalidez, depois de passar alguns meses no hospício.


Após recuperar-se da insanidade, Quaresma deixa a casa de saúde e compra o Sossego, um sítio no interior do Rio de Janeiro; está decidido a trabalhar na terra. Com Adelaide e o preto Anastácio, muda-se para o campo.

 A idéia de tirar da fértil terra brasileira seu sustento e felicidade anima-o. Adquire vários instrumentos e livros sobre agricultura e logo aprende a manejar a enxada. Orgulhoso da terra brasileira que, de tão boa, dispensa adubos, recebe a visita de Ricardo Coração dos Outros e da afilhada Olga, que não vê todo o progresso no campo, alardeado pelo padrinho. Nota, sim, muita pobreza e desânimo naquela gente simples.


Depois de algum tempo, o projeto agrícola de Quaresma cai por terra, derrotado por três inimigos terríveis. Primeiro, o clientelismo hipócrita dos políticos. Como Policarpo não quis compactuar com uma fraude da política local, passa a ser multado indevidamente.O segundo, foi a deficiente estrutura agrária brasileira que lhe impede de vender uma boa safra, sem tomar prejuízo. 

O terceiro, foi a voracidade dos imbatíveis exércitos de saúvas, que, ferozmente, devoravam sua lavoura e reservas de milho e feijão. Desanimado, estende sua dor à pobre população rural, lamentando o abandono de terras improdutivas e a falta de solidariedade do governo, protetor dos grandes latifundiários do café. Para ele, era necessária uma nova administração.


A Revolta da Armada - insurreição dos marinheiros da esquadra contra o continuísmo florianista - faz com que Quaresma abandone a batalha campestre e, como bom patriota, siga para o Rio de Janeiro. Alistando-se na frente de combate em defesa do Marechal Floriano, torna-se comandante de um destacamento, onde estuda artilharia, balística, mecânica.


Durante a visita de Floriano Peixoto ao quartel, que já o conhecia do arsenal, Policarpo fica sabendo que o marechal havia lido seu "projeto agrícola" para a nação. Diante do entusiasmo e observações oníricas do comandante, o Presidente simplesmente responde: "Você Quaresma é um visionário".


Após quatro meses de revolta, a Armada ainda resiste bravamente. Diante da indiferença de Floriano para com seu "projeto", Quaresma questiona-se se vale a pena deixar o sossego de casa e se arriscar, ou até morrer nas trincheiras por esse homem. 

Mas continua lutando e acaba ferido. Enquanto isso, sozinha, a irmã Adelaide pouco pode fazer pelo sítio do Sossego, que já demonstra sinais de completo abandono. Em uma carta à Adelaide, descreve-lhe as batalhas e fala de seu ferimento. Contudo, Quaresma se restabelece e, ao fim da revolta, que dura sete meses, é designado carcereiro da Ilha das Enxadas, prisão dos marinheiros insurgentes.


Uma madrugada é visitado por um emissário do governo que, aleatoriamente, escolhe doze prisioneiros que são levados pela escolta para fuzilamento. 

Indignado, escreve a Floriano, denunciando esse tipo de atrocidade cometida pelo governo. 

Acaba sendo preso como traidor e conduzido à Ilha das Cobras. Apesar de tanto empenho e fidelidade, Quaresma é condenado à morte. 

Preocupado com sua situação, Ricardo busca auxílio nas repartições e com amigos do próprio Quaresma, que nada fazem, pois temem por seus empregos. 

Mesmo contrariando a vontade e ambição do marido, sua afilhada, Olga, tenta ajudá-lo, buscando o apoio de Floriano, mas nada consegue. 

A morte será o triste fim de Policarpo Quaresma.



Policarpo Quaresma



A história de Policarpo Quaresma, como personagem central da obra, é a história de um erro. 

E este erro é, fundamentalmente, a incapacidade do protagonista em detectar as estruturas de poder. 

Na verdade, ele percebe as consequências destas estruturas mas não chega a descobrir como as mesmas funcionam. 

Seu nacionalismo, seu desejo de transformar a agricultura e seu projeto de reorganizar o próprio país partem de uma adequada análise da realidade mas não levam em conta os mecanismos geradores desta realidade.

Assim, Quaresma aparece como frágil e solitário porque sua confiança nas instituições políticas não é mais do que um equívoco, pois se baseia no falso pressuposto de que os homens que as representam possuam um idealismo que vá além de seus próprios interesses imediatistas. 

Floriano, encarnando o próprio poder, o define com frieza e completa propriedade: 'Você, Quaresma, é um visionário...' Um visionário não porque seja louco ou porque seus projetos sejam absurdos em si, mas porque o são por não se adequarem e até serem contrários aos interesses dos grupos que detêm o poder.

Ao final, como ao longo de toda a obra, Quaresma, mais uma vez, percebe, os fatos com realismo mas não entende por que sua aventura termina em tragédia. 

Este conflito é a própria essência do personagem. 

Se ele entendesse as leis que regem o mundo permaneceria à margem dos acontecimentos - como o imigrante Coleoni - ou a eles se amoldaria, deles se aproveitando. 

Mas neste caso não seria Policarpo Quaresma nem personagem de Lima Barreto. 

Pertenceria antes à galeria do discretos canalhas que povoam a ficção de Machado de Assis, por exemplo.

Ricardo Coração dos Outros



Ricardo Coração dos Outros, o trovador suburbano, é, no conjunto da obra, um personagem complexo, possuindo uma importância somente inferior à de Policarpo Quaresma e podendo ser analisado a partir de, pelo menos, três pontos de vista bastante distintos, se bem que não exclusivamente entre si.

Como personificação do artista nacional na visão de Policarpo Quaresma, Ricardo Coração dos Outros representa a cultura popular, isto é, as formas de expressão dos grupos sociais inferiores, já que os grupos dirigentes, por definição e sempre na visão de Policarpo Quaresma, possuem formas de expressão artísticas alienígenas, não nacionais. 


Como tal, desconsiderada momentaneamente a idealização de que é objeto por parte do nacionalismo do protagonista, ele pode ser considerado como símbolo da rígida estratificação cultural - produto da estratificação econômica e social - da sociedade brasileira.


Por outro lado, em termos estritamente sociais, Ricardo Coração dos Outros tipifica amplos segmentos da sociedade carioca da época: os moradores dos subúrbios, segundo diz o narrador/comentarista, também divididos, por sua vez, em estratos. 


No contexto desta sociedade, o trovador suburbano utiliza sua habilidade de músico como instrumento de ascensão social, deixando claros tanto sua pretensão de alcançar com sua arte também os bairros ricos quanto um mal disfarçado racismo.


Finalmente, Ricardo Coração dos Outros pode ser tomado ainda como protótipo do artista, mergulhado em seu trabalho criador, afastado das contingências mundanas e das preocupações práticas e dedicado a ser o coração dos outros, isto é, o porta-voz dos sentimentos e emoções dos demais.


Olga


Na ficção brasileira Olga surge como primeiro personagem feminino a dissecar logicamente e a verbalizar claramente sua posição no mundo a partir de uma perspectiva crítica coerente. 

Esta análise não chega a adquirir grande profundidade mas é suficientemente ampla para englobar tanto sua função social especifica como mulher quanto a própria realidade política.

No primeiro caso, rebela-se contra o oportunismo do marido, preocupado exclusivamente com sua própria carreira. 

No segundo, a partir da crise desencadeada pelo trágico destino do padrinho, revolta-se contra as instituições, que determinam o caminho dos indivíduos dentro delas. 

E é somente ao juntar os dois planos, o pessoal e o social, que Olga, abandonando o conformismo a que se entregara por entender que não havia alternativas para ela, manifesta corajosamente sua rebeldia. 

Contudo, também realista como o marido, apenas que com interesses diversos, não tira todas as consequências de sua atitude e entrega ao processo histórico-social o papel de desencadeador das necessárias e inevitáveis mudanças. 

Na verdade, apesar de pertencer a uma geração de mulheres que começam a não aceitar mais um papel submisso e secundário - como o de Maricota, a esposa de Albernaz, ou de Adelaide - é preciso acentuar que Olga, como filha de um abastado imigrante, tem todas as condições econômicas e sociais para comandar seu próprio destino e de fugir ao trágico final de Ismênia.



Floriano


Apesar de aparecer apenas incidentalmente, o personagem do marechal e presidente Floriano Peixoto adquire importância não apenas por ser transportado do mundo real da história para a ficção mas principalmente por representar o poder. 

Alvo de violentas críticas nas intervenções do autor/narrador, que nestas ocasiões o identifica como o próprio Floriano do mundo real da história e não como personagem de ficção, o marechal é visto como um feroz tiranete doméstico, intelectualmente limitado e politicamente despreparado.

Esta imagem, contudo, contradiz sua ação como personagem de ficção em si, pois nesta condição mostra compreender muito bem o poder que possui, os atos que pratica e o papel que desempenha. 

Afinal, é ele que, ao tomar conhecimento dos projetos do major, o define com uma precisão inapelável: 'Você, Quaresma, é um visionário...' Da mesma forma que é ele que o condena, segundo a fria e brutal lógica do poder, de acordo com a qual não havia outra saída. 

Porque, de fato, Quaresma nada entendera.

3. Estrutura narrativa

Composto de três partes, cada uma dividida em cinco capítulos, Triste fim de Policarpo Quaresma narra a história do Major quaresma, um nacionalista bem intencionado mas ingênuo que pretende reformar o país, principalmente o setor agrícola. 

Ao longo da narração, organizada segundo o esquema de um narrador onisciente em terceira pessoa, este às vezes assume a posição de autor/comentarista, apontando e selecionando ideias e fato relevantes, principalmente quando se trata de fornecer elementos que possibilitem ema análise política do período histórico no contexto do qual se desenrola a história do protagonista. 

A ação tem por palco o Rio de Janeiro e suas imediações nos anos imediatamente seguintes à proclamação da República, mais especificamente durante o governo do mal. 

Floriano Peixoto, que aparece na obra como personagem.


Bom estudo meus lindos , com carinho Prof Dr Master Reikiana
Aldry Suzuki bjs